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Sedes e Aconeruq firmam parceria para beneficiar quilombolas

15 de abril de 2013 - 1h24

PLATEIA NO EVENTO DO ACONERUQ-MA__02__DSCN4856A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Agricultura Familiar (Sedes) deu o pontapé inicial de uma grande parceria com a Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (Aconeruq). Em breve, será firmado um acordo de cooperação técnica entre a Sedes e Associação que vai assegurar ações e projetos nas comunidades quilombolas do Maranhão em diversas áreas. Entre elas, produção, saneamento básico e qualificação profissional e técnica.

A parceria ficou acertada entre o titular da Sedes, Fernando Fiallho, e a coordenadora geral da Aconeruq, Maria José Palhano, durante o lançamento do projeto “Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em áreas de Quilombos no Maranhão”, ocorrido nesta sexta-feira (12) em São Luís, no auditório do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho (Praia Grande).

“Fiquei impressionado com o projeto por seu caráter transformador. É um projeto que visa essencialmente o incremento de renda e a melhoria estruturais das comunidades quilombolas”, declarou Fialho, ao assegurar que o Governo do Maranhão vai apoiá-lo no que for necessário para abrir novas e reais perspectivas de um futuro em que as comunidades quilombolas sejam independentes e autosuficientes.

Determinação

O secretário defendeu a necessidade de assegurar não apenas o aporte financeiro, mas toda uma gama de ação que vão desde início da produção até a sua comercialização. “Por determinação da governadora Roseana Sarney projetos em todo o Estado estão sendo apoiados dentro dessa nova visão da economia solidária e autosustentabilidade. Somente na grande Ilha (São Luís, Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar) são 21 projetos transformados em pólo agrícola que estão mudando a realidade econômica e social de diversos pequenos produtores rurais”, enfatizou Fernando Fialho.

A coordenadora geral da Aconeruq, Maria José Palhano, disse que a parceria com o governo do Estado se faz necessária para mudar a realidade das comunidades quilombolas, em especial, este ano onde a grande maioria devido a estiagem perderam as suas produções e passam por dificuldades. “Estamos buscando parcerias com os mais diversos órgãos para ampliarmos as nossas ações e os quilombolas possam ter um presente digno e um futuro melhor”, salientou.

Ela enumerou que o projeto Promoção de Tecnologias de Economia Solidária em áreas de Quilombos no Maranhão será implementado em áreas de Quilombos no Maranhão das Regiões Maranhense dos Cocais (Codó, Caxias, Lima Campos e São Luís Gonzaga), Baixo Parnaíba (Brejo e Buriti de Inácia Vaz), Lençóis e Munin (Icatu, Presidente Juscelino e Santa Rita) e Vale do Itapecuru (Itapecuru-Mirim).

A assessora técnica da Aconeruq Valderlene Silva contabilizou que o projeto vai beneficiar 300 comunidades quilombolas (agricultores, criadores pecuários e extrativistas) das regiões de Maranhense dos Cocais (Codó, Caxias, Lima Campos e São Luís Gonzaga), Baixo Parnaíba (Brejo e Buriti de Inácia Vaz), Lençóis e Munin (Icatu, Presidente Juscelino e Santa Rita) e do Vale do Itapecuru (Itapecuru-Mirim), além das 20 beneficiárias da capacitação de técnicos agrários e sociais, totalizando cerca de 1.500 famílias, ou seja, 5.390 pessoas.

Financiamento

O projeto tem financiamento da União Européia e parceria do Instituto Marques Valle Flor. Para Hermínia Ribeiro, representante do Instituto, o projeto possibilitará melhores perspectivas para as comunidades quilombolas. “Esse é um projeto amplo. Com inúmeras vertentes. Acreditamos que ele contribuirá muito para a transformação econômica e social das comunidades quilombolas”, afirmou.

No projeto serão priorizados os agricultores que demonstrarem maior capacidade de produção com excedentes. Entre as ações previstas estão a criação do Fundo Social das Cooperativas, instalação de 65 kits sanitários (casa de banho, fossa e reservatório de água) e 20 sessões de educação para a saúde; a implementação do Selo Quilombola para carimbar? a qualidade dos produtos que serão comercializados em circuitos comerciais, feiras e outros locais estratégicos.

Fonte: AcomSedes